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Sentado no sofá, entre Juan e Gilberto, Júlio César comenta: “Pô, depois que levamos o primeiro, ficamos perdidos”, diz se referindo ao gol contra de Felipe Melo, no início do segundo tempo da derrota para a Holanda. O zagueiro e o lateral-esquerdo concordam e o silêncio volta a tomar conta.
A cena presenciada neste sábado no saguão do Protea Hotel Marine, em Porto Elizabeth, onde a seleção brasileira está concentrada dá uma medida do clima de tristeza e frustração entre os jogadores. Os atletas receberam folga até as 11h de Brasília. Uma hora depois, acontece o embarque para Joanesburgo. De lá, todos voltam para o Brasil.Enquanto os jogadores ficam no hotel, aproximadamente 50 pessoas aguardam do lado de fora. Quase a metade é formada por jornalistas. Alguns curiosos, brasileiros e sul-africanos, completam o grupo. “Eles estão liberados, mas pelo clima lá dentro, acho difícil que alguém saia”, relata o diretor de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Enquanto Rodrigo Paiva conversa com os jornalistas, o comerciante Fernando Teixeira tenta recuperar os prejuízo. “Trouxe mais de cem camisas para trocar aqui na África do Sul, mas depois da derrota não consigo mais. Ninguém quer a do Brasil”, conta o alagoano, que diz ter ido nos últimos cinco Mundiais.“Eu comprei essas camisas por R$ 25 e estou vendendo pelo mesmo preço”, dizia para os compradores em frente ao hotel da seleção brasileira. As camisas eram piratas. “Não são oficiais. mas parecem”, admitia.
Por duas vezes no período de uma hora, torcedores passaram de carro buzinando e xingando os jogadores e o técnico da seleção. “Dunga burro!”, gritou um. “O que ele disse?”, perguntou uma sul-africana que foi ao hotel somente para tentar ver Kaká.
Ultimo Segundo
Portal IG


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